Diabetes gestacional: como evitar a doença?

Diabetes gestacional: como evitar a doença?

Durante a gravidez, a produção hormonal feminina passa por diversas alterações para permitir o desenvolvimento do feto. A placenta, por exemplo, produz diversos hormônios que podem reduzir a ação da insulina, substância responsável pelo transporte do açúcar do sangue para dentro das células. Com isso, o pâncreas aumenta a produção de insulina para equilibrar as taxas no organismo. No entanto, em algumas mulheres, a glândula não consegue manter os níveis em ordem e a glicose acaba acumulando na corrente sanguínea e causando o diabetes gestacional.

Segundo a Dra. Fernanda Braga Albuquerque, endocrinologista do Centro Integrado Bella, são considerados fatores de risco: idade igual ou superior a 35 anos; ter histórico de Diabetes ou pressão alta na família; sobrepeso ou obesidade; portadoras da Síndrome do Ovário Policístico (SOP); ou intolerância à glicose em uma gestação anterior.

Na primeira consulta de pré-natal, o obstetra costuma solicitar a glicemia de jejum para ver se existe alguma alteração. Caso o resultado seja maior que 92mg/dl, haverá confirmação do resultado com o mesmo exame e/ou testes adicionais para definir o diagnóstico. Agora, se a taxa for menor que 92 mg/dl, deverá ser solicitado pelo médico, entre a 24º à 28º semana de gravidez, um teste de sobrecarga à glicose, pois, nesta fase, há maior chance de desenvolvimento da doença nas mulheres do grupo de risco.

Dra. Fernanda explica que o Diabetes Gestacional pode ser controlado com mudanças no estilo de vida. O tratamento inicial é a mudança na alimentação, que deve ser rica em frutas, verduras, legumes e alimentos integrais, além de atividade física leve, se não houver contraindicação, como risco de aborto espontâneo ou parto prematuro. Geralmente, a taxa de glicose da mamãe volta ao normal após dar à luz.

No entanto, caso as mudanças não ajudem no controle da glicose, é preciso optar pelo uso da insulina durante a gestação. Alguns estudos foram feitos sobre outras medicações orais que já são liberadas para não gestantes, mas, até o momento, não há consenso geral sobre a segurança delas durante a gravidez.

As complicações maternas mais comuns são: doença hipertensiva da gravidez (pré-eclâmpsia), parto prematuro, infecções do trato urinário, abortamento espontâneo, complicações do parto e risco de desenvolvimento de Diabetes tardio nas gestantes não diabéticas previamente. Para o bebê, há riscos de malformações, hipoglicemia neonatal, macrossomia (bebês maiores que 4kg), distócia de ombro, icterícia neonatal e dificuldades de crescimento uterino.

Lembre-se que a gestação não é uma doença. Ela deve ser um momento especial, de crescimento emocional e afetivo. Fazer o pré-natal é muito importante, tanto para a gestante quanto para o bebê, pois um tratamento adequado minimiza muito todos estes riscos.

Caso tenha Diabetes, planeje sua gravidez com seu médico e juntos decidam o momento mais seguro. Se você não tem a doença, mas se enquadra nos fatores de risco para Diabetes Gestacional, procure seu ginecologista e um endocrinologista e adote medidas que combatam ou amenizem os fatores de risco que possui.

Dra. Fernanda atende no Centro Integrado Bella às segundas e quartas. Para marcação de consultas, entre em contato pelos telefones (21) 2530-4779/2537-8980.
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